Teve gente que achou que eu sumi do mapa no último feriado (15/11), mas nã-nã-ni-nã-não, só mudei de lugar no mapa sem avisar quase ninguém. Sem internet, sem celular, sem nada. Só um cartão telefônico pra falar com o namorado e com a mamãe e… só. E a experiência do sumiço foi bem boa, devo confessar.
[Além das fotos que estão aqui, tem mais algumas lá no Flickr.]
Enfim, a capital dos hermanos é uma cidade muito legal. Pode parecer loucura, mas se tivesse um calçadão e um mar eu diria que estive na cidade-maravilhosa-cheia-de-encantos-mil (e não fui só eu que pensei assim, o que prova que eu não estou completamente louca. Ou que tomos estamos mutcho loucos, sei lá). Os dias foram risonhos e límpidos, regados a muita Quilmes barata desde 11h da manhã até a hora que a gente caía na cama de exaustão por ter andado uns bons 10km por dia.
O hotel era na Av. de Mayo, bem no centrão. Incrivelmente bem localizado e perto de quase tudo, do jeito que eu gosto.
Quanto aos lugares que eu fui, lá se vão minha humildes porém sinceras opiniões:
Achei a Casa Rosada muito mal conservada, mas pode ser bacana por toda a história Evita/Perón/descamisados e subindo ao balcão se tem uma vista linda de toda a Plaza de Mayo.
Se a intenção for conhecer mais sobre esse pedaço da história argentina, vale a pena ir até o Museo Evita – esse sim, muito bem conservado e informativo. Custa $15 ($10 para estudantes) e vale a visita.
Calle Florida é uma 25 de março mais apertada e com algumas lojas mais finas, mas a muvuca é igual. Gostei não.
Puerto Madero é lindo e tem um dos melhores restaurantes que eu já fui na vida, o Cabaña Las Lilas. Quem for lá TEM que pedir o “pão pastelão”. Não sei o nome do negócio, mas é um pão mega crocante que fica num suporte de madeira e parece um pastel. Obrigatório! Fora o Las Lilas, Puerto Madero é lindo e o pôr-do-sol lá é incrível. Melhor ainda se vocês estiver tomando um Freddo de dulce de leche, que é o melhor sorvete que eu já tomei na vida. Obrigatório também!
Os famosos (?) outlets são uma derrota pra quem vai achando que vai comprar por preços muito baixos (é tudo quase o mesmo preço do Brasil, além de o bairro dos outlets ser absurdamente feio – mas tem a cerveja mais barata que eu achei: 500ml de Quilmes por $3,50!!!!)
Achei a Recoleta meio… meio. A Flor é linda, mas o resto é tudo meio parado. Talvez eu tenha ido no dia errado, mas fiquei com a impressão de que o bairro tava em stand-by.
Caminito chega a ser engraçado, mas é lugar de turistão. Cheio de showzinhos de tango improvisados no meio dos restaurantes (que são na rua) e lojinhas de tranqueiras. Mas é divertido ver aquela movimentação toda.
Falando em show de tango, o espetáculo no Señor Tango valeu cada um dos 95 dólares que paguei. O jantar antes do show é sensacional, o vinho é deixa o chão fofinho, a sobremesa é de uma gordisse ímpar e o show é *lindo*, de fazer ozoinho brilhar e soltar até umas lagriminhas. Além disso, no preço tá incluido o transporte de ida e volta pro hotel, o que facilita horrores a vida.
O Teatro Colon é lindo por fora, mas está com uma reforma interminável. Uma pena não poder entrar.
A Feira de San Telmo tem a maior concentração de malucos por metro quadrado do mundo. Parece uma Benedito Calixto, mas entre as barracas tem uns caras over 70 vestidos de personagens da Disney pra que você possa tirar foto com eles. Gotta love San Telmo.
A melhor empanada que comi por lá foi no Bar de Quique, na frente da Bombonera. Minha irmã foi conhecer o estádio e eu, sedentária e gordinha picareta que sou, fiquei lá no bar entre algumas empanadas e algumas Quilmes, óbvio. Falando em Bombonera… bom, é um estádio. Pra quem gosta muito, ótimo. O ingresso pra passear lá dentro é barato e dizem que vale o passeio. E a Boca é um bairro horrível. Só vale a pena ir direto pro estádio (ou pro Bar de Quique, que eu acho muito mais legal!)
O Retiro não tem nada além da torre do relógio e de uma estação de trem que faz lembrar a Estação da Luz nos seus piores dias. Achei meio bobo.
O Malba (Museu de Arte Latino-americana de Buenos Aires) é incrível. Várias obras contemporâneas muito bem organizadas que incluem o Abaporu, da Tarsila. Vale a visita.
O Café Tortoni não é nada do super-glamour-purpurina que aparenta, mas vale a pena ir porque a decoração lá de dentro é linda e porque os preços são muito baratos, considerando-se toda a tradição do lugar. A fila na porta é sempre imensa, mas anda super rápido.
O Jardim Botânico de Palermo é bem bocó pra quem não consegue diferenciar árvores assim como esta topeira que vos escreve. Em compensação o Jardim Japonês, a algumas quadras dali, é bem bonitinho.
Fora isso, tenho que dizer que:
. os taxistas são meio malucos
. os caras são bem bonitos e cheios de cantadas baratas
. as calçadas são podremente conservadas (o que me fez tropeçar infinitas vezes. mas talvez isso seja um problema meu. deixapralá)
. meio que sem querer encontrei o Gran Rex, um teatro que Maria Rita já cantou quando fez show em BsAs. E fiquei felizinha porque não é todo dia que você encontra os teatros gringos onde sua cantora preferida do mundo inteiro se apresentou :)
. a cidade está forrada de pichações apoiando a Cristina Kirchner e homenageando o Nestor (fiquei imaginando se aconteceria alguma coisa do tipo no Brasil se o Lula morresse cheguei à conclusão de que prefiro Lulinha vivo do que estampando todas as já sujas paredes do Brasil-sil-sil)
. é mais fácil achar petróleo do que achar um lugar que aceite cartão de crédito, então pergunte antes de comer/comprar pra não correr o risco de ter que lavar pratos (alguns lugares aceitam dólares e reais, mas pergunte antes)
É isso. Se eu lembrar de mais alguma coisa faço um update no post. ;)
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